Oliver Rowland viveu um dia terrível neste sábado (12), na primeira corrida do eP de Berlim, e voltou a deixar o campeonato vivo na Fórmula E 2024/25. Isto porque, aliado ao abandono do inglês — em confusão que envolveu Felipe Drugovich —, Pascal Wehrlein fez grande apresentação e saiu de nono para ser segundo. O piloto da Nissan ainda é amplamente favorito, é claro, mas a sensação é de que ainda há esperança por um campeonato após o caótico primeiro dia na Alemanha.
A chuva que caiu sobre o Aeroporto de Tempelhof complicou a programação do fim de semana, com o TL2 cancelado e uma classificação que se limitou à fase de grupos. O grid, então, foi bem mexido para a corrida, até porque alguns pilotos foram punidos por trocarem peças do trem de força. Desta forma, o que se viu em Berlim foi o caos, à parte do desempenho perfeito de Mitch Evans — que dominou de forma poucas vezes vista.
O neozelandês da Jaguar, porém, luta apenas pelo orgulho de terminar uma péssima temporada — muito mais por conta do carro — em uma crescente. A briga de verdade é entre Rowland e Wehrlein, os
únicos com chances até certo ponto realistas de título. A questão, entretanto, é que o campeonato chegou a Berlim com 69 pontos entre os dois. Com tal vantagem, o título de Oliver passou a ser uma questão de ‘quando’, não ‘se’.
Mas aí veio a primeira corrida de Berlim, realizada neste sábado. Rowland teve um dia para esquecer e abandonou após entrevero com Drugovich e Stoffel Vandoorne; Wehrlein, por outro lado, chegou em segundo e ainda conseguiu a volta mais rápida, reduzindo a diferença para 50 pontos.

A temporada da Fórmula E ainda tem três corridas pela frente, o que significa que 87 pontos estão em jogo. A situação de Rowland segue extremamente confortável, e só um fim de campeonato trágico lhe tiraria a taça. O problema é: no ano passado, Nick Cassidy tinha uma mão e meia no troféu ao chegar em Portland, igualmente penúltima rodada do campeonato. E não levou.
Nas quatro corridas dali até o fim, fez nove pontos no total, perdeu o título para Wehrlein e nem pegou o vice, que foi de Evans. Ou seja, ainda é necessário um desastre para que Oliver seja derrotado pela taça, mas o exemplo do passado existe — e é recente. Para coroar, Pascal é o denominador comum nos dois casos.
É importante ressaltar, porém, que a vantagem de Rowland é ainda maior que a de Cassidy no ano passado. Assim, o milagre de Wehrlein precisaria ser ainda mais significativo — e o inglês nem precisa de bons resultados, desde que o alemão também não os consiga. Com mais uma corrida em Berlim e duas em Londres, a Fórmula E mantém a esperança de seguir a própria tradição e pegar fogo na hora de decidir o título mundial.
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