Logo após conquistar as 500 Milhas de Indianápolis e viver o ponto mais alto da carreira na Indy, Felix Rosenqvist vai deixar a Meyer Shank ao fim de 2026 para retornar à McLaren no ano que vem. O sueco admitiu que foi a decisão mais difícil que já tomou e que o contrato de múltiplos anos foi o fator decisivo para a volta à equipe papaia.

A vitória na Indy 500 foi o grande fator para que a relevância de Rosenqvist aumentasse no mercado da Indy. Até então, tudo indicava que o sueco renovaria o contrato com a Meyer Shank, equipe à qual chegou depois de a McLaren optar por não renovar o vínculo para a temporada 2024. No entanto, o triunfo gerou uma grande reviravolta, que o levou de volta ao time papaia.

Pela Meyer Shank, o sueco conquistou a pole-position do GP de Long Beach em 2024, mas oscilou ao longo das temporadas seguintes. O panorama mudou em 2026, quando voltou a largar na frente no circuito de rua da Califórnia, perdendo a corrida para Álex Palou apenas no último de pit-stop. A confirmação de que o desempenho era diferente dos anos passados veio com a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, resultado que mudou completamente a trajetória na categoria. Ainda assim, Rosenqvist admitiu que retornar ao time papaia foi a escolha mais difícil que já fez.

“Essa foi provavelmente a decisão mais difícil que tomei. Mas estou muito feliz por voltar para uma equipe que conheço — conheço os engenheiros e a liderança”, afirmou o vencedor da Indy 500 de 2026 à Fox.

Felix Rosenqvist vai voltar a defender a McLaren em 2027 (Foto: IndyCar)

“Não foi uma escolha fácil. Provavelmente foi o mais próximo possível de uma decisão 50/50. O longo prazo foi o fator decisivo para mim. Basicamente, foi olhar três anos à frente, tentando fazer a melhor aposta sobre onde estaria — o que, neste mundo, acho que para qualquer atleta, você terá de tomar decisões difíceis e terá de fazer a melhor aposta sobre onde vai se destacar e ter sucesso no futuro”, refletiu.

O sueco também relembrou os altos e baixos pela McLaren entre 2021 e 2023, mas destacou que não foram tão ruins assim. Nas temporadas defendendo a equipe, não venceu nenhuma corrida — o segundo lugar no GP de Portland de 2023 foi o melhor resultado — e não foi além do oitavo lugar no campeonato, em 2022. Rosenqvist, entretanto, não guardou mágoas do time após ser dispensado.

“Não é que fôssemos terríveis. Na verdade, tivemos um segundo e terceiro ano muito bons juntos. O que disse quando eles tomaram a decisão foi: ‘Ok, são negócios. Desejo tudo de bom para vocês. Realmente gostei de trabalhar com vocês e talvez nos vejamos no futuro'”, recordou.

“Foi exatamente isso que falei. Os tempos mudam, e aqui estamos nós. Então, não tenho nenhum rancor com o passado nem nada disso. É do esporte, são apenas negócios. Não dá para forçar ninguém a te manter como piloto. As coisas mudam o tempo todo. Tudo é dinâmico, e é preciso ter um bom desempenho — é tudo o que você pode fazer”, finalizou.

A Indy volta neste fim de semana, com o GP de Nashville, uma etapa no oval localizado na cidade de Lebanon, no Tennessee. A largada está prevista para este domingo (19), 18h30 (de Brasília, GMT -3), logo após a final da Copa do Mundo.

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