A Indy fará uma exceção no GP de Thermal, marcado para este final de semana, e terá uma distribuição e composição de pneus diferente ao previsto para o restante da temporada. Por conta da pista ser bastante abrasiva e proporcionar um alto desgaste dos compostos, a Firestone vai levar pneus mais resistentes para a segunda etapa da temporada 2025.

Para o campeonato atual, a Indy pediu que a Firestone produzisse pneus macios — ou alternativos, como é a nomenclatura oficial — menos resistentes, que tivesse uma diferença clara de durabilidade com relação aos compostos mais duros com intuito de produzir melhores corridas.

Essa diferença entre macios e duros foi um dos fatores que colocou Álex Palou, Scott Dixon e Josef Newgarden no pódio na primeira etapa. O trio se aproveitou da bandeira amarela na primeira volta para tirar os compostos alternativos e correram somente com os primários até o final da prova. Scott McLaughlin, pole, precisou fazer um stint com os pneus macios, o que o obrigou a realizar uma parada a mais em bandeira verde. Ficou com a quarta posição nas ruas da Flórida.

Para a etapa do Thermal, a Firestone indicou que os pneus macios terão uma composição parecida com a vista na temporada de 2024, enquanto os modelos tipo duro serão ainda mais resistentes para que suportem a abrasividade do asfalto do circuito californiano e proporcionem uma diferença considerável entre os compostos. Cada piloto terá disponível seis duros e quatro macios na Califórnia, enquanto os dez conjuntos em St. Pete foram divididos por igual.

Pneus macios da Firestone (Foto: Indy)

“Durante a pré-temporada, a Indy pediu que tivéssemos compostos de pneus bem distintos. Fizemos os macios gastarem mais, ao invés de um que durava um tanque inteiro, pois isso não estava gerando corridas melhores”, disse Cara Krstolic, diretora de corridas e engenheira-chefe da Firestone, à RACER.

“Para Thermal, a abordagem vai ser diferente. Ao invés de fazer um alternativo mais macio, como foi feito para os circuitos de rua, vamos ter um primário mais duro. No ano passado, os macios sofreram um pouco, por isso, adotamos os pneus duros mais resistentes. Haverá diferença entre os compostos, mas não será igual St. Pete”, completou.

Apesar dos pneus macios serem bem parecidos com os modelos utilizados em 2024, que eram considerados bastante duráveis, Krstolic apontou que o comportamento vai ser diferente por conta da adoção dos componente híbridos, que a Indy implementou em meio a temporada do último ano, depois do evento extracampeonato realizado em Thermal.

“Temos um carro diferente. O peso e o desempenho do híbrido causam um impacto diferente aos pneus. O alternativo não é muito distinto do que foi em 2024, mas o peso adicional vai causar um aumento no desgaste. Veremos um desempenho interessante, pois ainda tem a degradação. Acho que teremos uma boa corrida”, disse.

Scott McLaughlin durante GP de St. Pete (Foto: IndyCar)

Para o GP de Long Beach, etapa seguinte ao GP de Thermal, marcado entre os dias 11 e 13 de abril, a Firestone vai voltar com os mesmos pneus utilizados em St. Pete. Krstolic admitiu que alguns pilotos reclamaram dos novos compostos, mas que faz parte daquilo que a Indy tem pensado para o espetáculo.

“Alguns pilotos acharam que havia um desgaste muito alto ainda na classificação, quando se tem uma ou duas voltas para fazer. Foi um desafio enorme administrar isso para a corrida. Mas o objetivo da Indy era esse, que os pneus tivessem essa queda e fizessem diferença nas estratégias. Ouvimos o que os pilotos disseram e aceitamos o feedback, mas também tem o lado da Indy, que tem interesse na qualidade geral da prova. É um pouco complicado, mas acho que os competidores entenderam o que a categoria quer. Veremos os mesmos pneus [de St. Pete] em Long Beach”, encerrou Krstolic.

A Indy retornará neste fim de semana, entre os dias 21 e 23 de março, com o GP de Thermal, que acontece no circuito do Thermal Club, localizado na região de Palm Springs, na Califórnia, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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