Gabriel Bortoleto admitiu que ficou surpreso por ter terminado à frente das duas Racing Bulls no GP da Bélgica deste domingo (19), uma vez que a pista em Spa-Francorchamps era mais favorável ao carro de Arvid Lindblad e Liam Lawson. Em resposta ao GRANDE PRÊMIO, o brasileiro voltou a falar da falta de velocidade de reta da unidade de potência da Audi e deixou claro que está otimista para o GP da Hungria da próxima semana.
Ao largar da oitava posição, o #5 chegou a despencar para o 11º lugar, visto que o ritmo puro do R26 nas primeiras voltas não foi o suficiente para segurar Lando Norris, que começou em 13º, e também Franco Colapinto e Pierre Gasly, dupla da Alpine. No entanto, tirou proveito do segundo safety-car virtual para ir aos boxes, colocar os pneus duros e, desta forma, ir até o fim, recebendo a bandeirada em oitavo.
“Estou muito feliz. A equipe fez um trabalho incrível hoje, com uma ótima estratégia. Sabíamos que essa era a única maneira de lutar contra os outros carros. Mesmo que tivéssemos um ritmo melhor do que a maioria deles, diria que a Racing Bulls ainda tinha um pouco mais de desempenho do que nós. Era simplesmente impossível ultrapassar as Alpine ou qualquer outro estando preso em uma fila de DRS”, começou Bortoleto.
“Conseguimos extrair tudo o que tínhamos hoje. Estendemos o primeiro stint, aproveitamos o safety-car virtual e, depois disso, tivemos pista livre. Conseguimos andar em ar limpo e fazer voltas muito boas”, acrescentou o brasileiro, que então foi questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a pressão exercida por Lindblad nas voltas finais da corrida. “Foi duro, muito duro. Via que ele se aproximava muito de mim nos setores 1 e 3, então sabia que precisava fazer o setor 2 de forma perfeita, acertando todas as curvas, volta após volta, durante 25 voltas. E, toda vez que eu errava um pouquinho o ápice de uma curva, sentia imediatamente a diferença e via o delta no volante cair. Foi muito intenso”, explicou.
Ao pontuar pela terceira vez na temporada 2026 — todas com Gabriel —, a Audi agora tem 10 tentos na classificação, permanecendo na nona colocação. A Alpine e a Racing Bulls estão empatadas na quinta e sexta posição, respectivamente, com 61 pontos, com Haas e Williams aparecendo na sequência. Desta forma, o companheiro de Nico Hülkenberg falou sobre a ordem de forças atual na F1.
“Estamos à frente da Alpine, com certeza. Mas, quando estamos disputando posição com eles, não conseguimos ultrapassar no miolo das curvas, porque isso é impossível. E, nas retas, eles conseguem abrir vantagem. Então, a menos que consigamos ficar à frente deles e construir uma diferença, é muito difícil correr contra eles em uma pista como esta”, pontuou.

“Em circuitos com menos retas, a situação fica um pouco mais favorável para nós. Diria que, por enquanto, a Racing Bulls ainda está um pequeno passo à nossa frente, mas estamos diminuindo essa diferença. Estamos chegando mais perto e também vamos para circuitos onde nossas fraquezas pesam menos. Acho que Budapeste pode ser um bom circuito para nós”, seguiu.
Ao falar sobre a unidade de potência da Audi, que ainda possui um déficit em velocidade de reta, Bortoleto foi claro. “Ainda estamos em desvantagem por causa do motor, mas isso é algo que já sabemos. Já conversamos sobre esse assunto e não acho que haja necessidade de ficar falando disso o tempo todo. Está claro, todo mundo consegue ver”, afirmou.
“Mas tenho certeza de que a equipe está fazendo um grande trabalho para trazer mais desempenho ao motor ou, pelo menos, preparando o caminho para termos um motor melhor no futuro. Sempre que vou à fábrica, vejo que eles estão trabalhando muito bem nesse sentido”, encerrou.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, com o GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. Será a última parada da categoria antes da pausa de verão.
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