A confirmação da troca de motor de Andrea Kimi Antonelli justamente no GP da Itália foi um verdadeiro balde de água fria para os torcedores locais, porém Toto Wolff defendeu a decisão ao afirmar que os dados da Mercedes mostram que Monza é o circuito ideal para receber a inevitável punição de grid.
Antonelli, que lidera o Mundial com 59 pontos de vantagem, falou sobre a escolha da Mercedes na última quinta-feira, em Zandvoort. “Foi uma decisão compartilhada, porque é uma das pistas mais fáceis de fazer ultrapassagens”, destacou.
“É verdade que também se tata da minha corrida de casa, mas, no fim das contas, estamos mais concentrados no campeonato. Preciso avaliar onde posso dar a mim mesmo a melhor chance de recuperar posições e conquistar um bom resultado”, completou.
Kimi foi para os Países Baixos no limite de quatro dos seis elementos que formam a unidade de potência: motor a combustão interna (ICE), escapamento (EX), bateria (ES) e central eletrônica (CE). Cada novo usado além do permitido na temporada resulta na perda de dez posições.
A Mercedes vai mudar mais de um componente, o que significa que Antonelli terá de largar do fundo do grid. “Em teoria, nossos cálculos indicam que essa é a melhor pista para fazer isso”, justificou Wolff em coletiva de imprensa acompanha pelo GRANDE PRÊMIO no domingo (23), em Zandvoort.
“Obviamente, os algoritmos não levam a nacionalidade em consideração. Não estou pronto para brigar pelo campeonato e buscar a melhor imagem pública. É isso que vamos fazer”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.