O chefe da Williams, James Vowles, reclamou recentemente do teto de gastos da Fórmula 1, apontando para uma disparidade alta entre as equipes. Ao sugerir mudanças no atual modelo, o dirigente britânico provocou reações no paddock da categoria, que se mostrou inicialmente bem contrária à possibilidade de promover alterações no formato adotado há cinco anos.

O teto de gastos surgiu na categoria em 2021. Entre a introdução do limite e a temporada 2025, Mercedes, Red Bull, McLaren e Ferrari somaram 83,5% dos pontos em disputa. Em comparação, nos cinco anos anteriores, a dominância era de 79,8%. Em 2026, essas equipes conseguiram 87,7% dos tentos.

Com isso, a categoria estuda a possibilidade de adotar uma ideia levantada por Vowles, com um modelo escalonado do teto orçamentário a partir da próxima temporada. O intuito, claro, é aumentar a margem de gastos das equipes que se encontram na parte de trás do pelotão.

A ideia, no entanto, não é muito bem vista por outros chefes da F1. Toto Wolff, da Mercedes, até comparou a ideia com o Balanço de Performance (BoP) por favorecer equipes que estão mais atrás no pelotão. Além disso, reforçou a necessidade de não abrir mão completamente do modelo atual do teto orçamentário.

“Tenho muita simpatia por uma equipe como a Williams e por James, que é muito inteligente. Mas precisamos encontrar o equilíbrio certo para não desfazer algo que mudamos conscientemente há um ou dois anos. Pessoalmente, não gosto da ideia de fazer ajustes com base em determinadas posições. Para mim, o BoP é como um pano vermelho diante de um touro”, disse Wolff.

“Então, queremos mesmo criar outro mecanismo que permita gastar mais em despesas de capital (CapEx) ou despesas operacionais (OpEx) com base na posição no campeonato? Não tenho certeza”, concluiu.

Zak Brown acredita na possibilidade de crescer na F1 mesmo sendo uma equipe cliente (Foto: AFP)

Já Zak Brown, CEO da McLaren, apontou para a própria equipe para explicar como é possível crescer e evoluir na categoria, mesmo sendo uma equipe cliente. Por isso, também não apoia uma alteração do teto de gastos atual.

“A maior diferença entre as equipes está nas pessoas e na cultura. Sei que não temos a maior estrutura da Fórmula 1. Não acho que tenhamos a segunda ou a terceira maior estrutura da Fórmula 1. Temos um motor que não é nosso e todas essas coisas que ouvimos ao longo dos anos que impediriam alguém de conquistar um campeonato. E conquistamos”, lembrou Brown.

Por fim, Alan Permane, chefe da Racing Bulls, concordou com os colegas e disse que não vai apoiar uma “mudança radical” no teto orçamentário. Além disso, o dirigente também apontou para o equilíbrio do grid no ano passado.

“Acho que os dois fizeram observações muito pertinentes, especialmente Zak, ao destacar o quanto as coisas foram equilibradas no ano passado, e isso não aconteceu por acaso. Não acho que apoiaríamos uma mudança radical nas regras do teto de gastos que permitisse às equipes gastar muito mais dinheiro. É claro que talvez haja alguns ajustes a fazer. Mas, como eu disse, se quiser gastar muito dinheiro em despesas de capital, pode”, analisou Permane.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Singapura, 17ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Horários do GP de Singapura de F1 2026

O GP de Singapura acontece de 9 a 11 de outubro, em Marina Bay, com treino livre, classificação da sprint, sprint, classificação e corrida.

DiaSessãoBrasilPortugalAngolaCabo VerdeMoçambique
Sábado, 10/10Sprint6h10h10h8h11h
Sábado, 10/10Classificação10h14h14h12h15h
Domingo, 11/10Corrida9h13h13h11h14h

Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.