Tetracampeão da Indy, Álex Palou afirmou que vai pagar por anos a batalha judicial com a McLaren. O piloto, que também venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 2025, alega que não está entre os mais bem pagos da categoria por conta da briga legal com a equipe cujo assinou contrato em 2022.

Palou, da Ganassi, fechou com a McLaren com a expectativa de guiar na Fórmula 1. Depois que optou por permanecer no time atual, a CGR concordou em cobrir os custos da ação judicial. Álex alega que diminuiu o salário como forma de agradecer o time.

“Como vimos, os altos valores reivindicados neste caso são algo que não tenho como pessoa, como piloto. De jeito nenhum teria a quantia de dinheiro e as despesas só para estar aqui hoje. Embora haja essa indenização, como piloto, sei que não estou recebendo o mesmo valor que outros pilotos. Não estou entre os três pilotos mais bem pagos e não estarei no futuro próximo… por esta indenização. Terei que pagar com meu salário-base no futuro e já estou fazendo isso”, declarou Palou em depoimento no tribunal.

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Álex Palou com Astor Cup, troféu de campeão da Indy (Foto: IndyCar)

Em 2022, Palou surpreendeu ao anunciar um acordo com a McLaren para o ano seguinte, mesmo com a Ganassi garantindo que tinha um contrato vigente com o espanhol para 2023. Em primeiro momento, o time de Chip Ganassi entrou na justiça para garantir a permanência de Álex, o que acabou em um acordo entre as partes: Palou ficaria na Ganassi, enquanto seria reserva da McLaren na F1, se tornando exclusivo do time de Woking à partir de 2024 para também ser titular na Indy.

Em meio a temporada 2023 da Indy, Palou comunicou a McLaren que não cumpriria o acordo para 2024, renovando o contrato com a Ganassi. Zak Brown respondeu que o caso entraria na esfera jurídica — de início, o dirigente falava em US$ 30 milhões (cerca de R$ 160 milhões) de prejuízo. Desde então, um acordo entre as partes foi sugerido, mas nunca encontrado.

“Ele queria colocar um piloto da Indy na F1 e ter sucesso. Isso foi algo feito anos atrás com Mario Andretti. Ele era muito fã da Indy, tinha a única equipe com a habilidade de tirar um piloto de lá e colocar na Fórmula 1. É o que ele me disse sobre a ideia. Tudo referenciado era o contrato de F1. Se você ver o salário da primeira temporada, eu faria testes, seria reserva”, completou.

Brown, por sua vez, argumenta que nunca prometeu uma vaga a Palou na Fórmula 1 e disse ao espanhol que apenas estava sendo levado “em consideração”.