Álex Palou trata a Indy como o próprio playground. Em Mid-Ohio, veio a terceira vitória consecutiva na temporada — a quarta nas últimas cinco corridas — e mesmo com mais oito provas a serem disputadas, já é possível cravar que o espanhol está com uma mão e quadro dedos na segunda Astor Cup. Sim, a Indy é imprevisível, vantagens podem ser destruídas e grandes viradas já aconteceram. Porém, hoje, nada indica a possibilidade desta mudança.

O mais impressionante de Palou é que, o sábado em si, já era suficiente para abrir vantagem. Isso porque ele classificou muito melhor do que todos os adversários diretos na disputa pelo título. Pato O’Ward e Josef Newgarden nem passaram do primeiro segmento, enquanto Marcus Ericsson e Scott Dixon largavam do top-10, mas atrás do espanhol. Ele nem precisava de maiores esforços no domingo.

No fim, nem precisou de maiores esforços de performance mesmo. Marcus Ericsson estragou a própria corrida na largada. Houve a oportunidade de ultrapassar Kyle Kirkwood, e logo após a primeira rodada de pit-stops, lá estava Palou no topo, com excelente acerto de estratégia da Ganassi, a melhor equipe da Indy na atualidade.

Álex Palou venceu a terceira seguida (Foto: Indycar)

“Aliar um grande carro com uma grande estratégia foi o segredo”, começou em entrevista à emissora americana NBC Sports. “Nós tentamos fazer diferente dos carros que estavam a nossa frente. Começamos com os pneus macios, mudamos a estratégia e o carro continuou muito bom”, afirmou.

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E qualquer chance de um final emocionante foi completamente pulverizado quando Colton Herta errou nos boxes e foi punido, enquanto a própria RLL estragou a corrida de Graham Rahal. Com enorme vantagem para Scott Dixon, Álex sumiu na ponta e venceu pela terceira vez consecutiva. Em um dia onde tudo pareceu fácil.

São 110 pontos de vantagem até aqui para Scott Dixon. Sim, ainda temos 8 provas para acontecer, mas em uma temporada onde a Indy 500 teve pontuação normal e mais uma vez sem pontos dobrados para a final, é difícil demais virar o momento de Álex até aqui. Ele brilha, é constante e forte em todo fim de semana. Como acreditar que uma sequência ruim vai tirá-lo da ponta? Mesmo com vários pilotos em boas temporadas, ninguém é bom o suficiente para tirar o #10 do topo.

A maratona de julho segue em duas semanas com o GP de Toronto. Uma pista de rua, com chance de um cenário mais caótico, quem sabe pode bagunçar as coisas, assim como a rodada dupla do oval de Iowa, uma semana depois. Mas, salvo uma grande mudança, tudo encaminha o bicampeonato de Palou.