Presidente da Indy, Doug Boles explicou durante entrevista coletiva com presença do GRANDE PRÊMIO o procedimento da categoria durante as inspeções técnicas do último fim de semana, reservado para a classificação das 500 Milhas de Indianápolis, e que geraram polêmica com a punição de Will Power e Josef Newgarden por modificações no atenuador — e, por consequência, a demissão de Tim Cindric, presidente da Penske, e toda alta cúpula do time da Indy. O dirigente destacou que a categoria estuda criar um órgão independente para cuidar da parte técnica.
Durante os últimos dias, pairou sobre a Indy o fato da falcatrua ter sido descoberta após denúncia da Ganassi, o que sugeriu um certo favorecimento ou vistas grossas à Penske. Boles indicou que o foco na última inspeção são em itens que geram ganho de desempenho e garantiu que não é o caso do atenuador, peça desenvolvida para aumentar a segurança dos pilotos em caso de batida na parte traseira.
“Gastei muito tempo nos últimos dois dias nos processos do nosso time técnico. Estou focado apenas nos fatos e no lado técnico. O mais importante é garantir uma disputa justa quando os carros vão para a corrida ou classificação. O foco era nos pontos do carro que impactam a performance e que tudo esteja dentro das conformidades. No domingo, os 12 carros foram examinados”, explicou o presidente da Indy.
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“Estamos trabalhando para criar uma entidade [independente da Penske Entertainment]”, revelou Boles. “Falei com engenheiros dos times e da Dallara. O propósito do atenuador é segurança. Ele foi modificado três vezes nos últimos anos para deixar o carro mais seguro em batidas traseiras. Quando chega da Dallara, não se pode mudar”, prosseguiu o mandatário da Indy.
Boles foi questionado sobre a punição para Power e Newgarden respingar no dia 1 da classificação, realizada no sábado (17), mas evitando que um dos dois tenha sido desclassificado. O presidente da Indy alegou falta de ganho de desempenho, porém, o time quebrou as regras modificando um item de segurança.
Para afastar qualquer tipo de polêmica desse sentido nas demais etapas da temporada, Boles também garantiu que a Indy vai aumentar os investimentos na área técnica.
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“Se mexer, o atenuador pode ficar mais ou menos rígido, mexe o que foi calculado para absorver o impacto de uma maneira específica, numa velocidade específica. Desde segunda-feira ouço que tem qualquer impacto de desempenho real, mas não é verdade. A decisão que tomamos foi muito dura exatamente por isso [questões de segurança]. Daqui por diante, nas próximas 11 corridas da Indy, vamos usar os recursos que temos ou até aumentemos para poder atender as exigências de manter uma competição segura e justa com nosso time técnico”, comentou Boles.
“Gastei muito tempo nos últimos dois dias nos processos do nosso time técnico. Estou focado apenas nos fatos e no lado técnico. O mais importante é garantir uma disputa justa quando os carros vão para a corrida ou classificação. O foco era nos pontos do carro que impactam a performance e que tudo esteja dentro das conformidades. No domingo, os 12 carros foram examinados”, encerrou o presidente da Indy.
As 500 Milhas de Indianápolis acontecem no próximo domingo (25), com largada a partir das 13h00 (de Brasília, GMT-3), com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. O pole-position será o novato russo Robert Shwartzman, da Prema.