Marcus Ericsson encerrou um jejum de mais de três anos sem vitória na Indy ao triunfar no caótico GP de Markham deste domingo (16). O sueco negou surpresa com o triunfo e ressaltou que tinha o melhor carro durante a corrida toda. Além disso, explicou que precisava forçar para avançar no pelotão nas voltas finais, o que resultou em um toque em Will Power durante a ultrapassagem.

Logo no início da prova, Ericsson provou que tinha um dos melhores equipamentos em Markham, apesar de não liderar durante a primeira metade. Marcus fez bom uso da experiência ao aproveitar o erro de Louis Foster, que exagerou na hora de mergulhar. Depois que Romain Grosjean parou nos boxes, o piloto do #28 assumiu a liderança e disparou na frente após a bandeira amarela provocada por Kyle Kirkwood.

Louis Foster bateu forte no GP de Markham após tentativa falha de ultrapassagem em Marcus Ericsson (Vídeo: Reprodução/Fox)

O piloto da Andretti impôs um forte ritmo enquanto liderava a prova para não perder tantas posições após o pit-stop final. Depois de retornar em sexto lugar, foi escalando o pelotão — com direito a um toque enquanto ultrapassava Will Power —, até superar Grosjean restando cinco voltas.

Com a vitória em Markham, Ericsson encerrou um jejum que durava desde o GP de St. Pete de 2023, quando ainda defendia a Ganassi. O sueco ressaltou que a equipe vinha se esforçando bastante ao longo da temporada 2026 e que os resultados não condiziam.

Marcus Ericsson não sabia o que era vencer desde o GP de St. Pete de 2023 (Foto: IndyCar)

“Já faz um bom tempo, mas nos esforçamos muito e a equipe foi fantástica, mas acho que não é nenhuma surpresa. Temos tido um ano tão bom. Temos trabalhado todo fim de semana, ficando cada vez mais fortes, garantindo posições na parte da frente do grid a cada fim de semana. Talvez não tenhamos conseguido os resultados que merecíamos em todos os fins de semana”, declarou o vencedor do GP de Markham, que revelou que ficou sem voz durante a prova de tanto gritar dentro do carro.

“Acho que gritei demais durante a corrida. Perdi a voz, mas realmente senti que merecíamos isso e que tivemos de nos esforçar para conseguir vencer hoje. Tivemos de nos esforçar ontem também, então foi ótimo”, destacou.

Ericsson também explicou que optou por ficar na liderança durante o maior tempo possível por conta da grande quantidade de bandeiras amarelas. Além disso, admitiu que tinha o carro mais rápido da corrida.

“Fomos o carro mais rápido o dia todo, mas houve muitas bandeiras amarelas, então tivemos de permanecer na pista porque queria mostrar nosso ritmo e tentar abrir vantagem, sem cair para o final do pelotão”, detalhou.

“Portanto, simplesmente arriscamos em permanecer na pista, ficamos bem à frente do pelotão e estávamos dando voltas muito rápidas. Depois, obviamente, saindo em sexto, sétimo ou algo assim, deu muito trabalho ultrapassar e, acabou acontecendo aquele pequeno toque com Will. Nunca queremos que isso aconteça, mas eu precisava avançar, porque sabia que podia vencer a corrida”, finalizou.

A Indy volta no próximo fim de semana, entre os dias 22 e 23 de agosto, com o GP de Washington, em um circuito de rua montado nas cercanias do Capitólio.