A Ferrari chega embalada ao GP da Hungria pelos resultados recentes de Charles Leclerc. O monegasco, porém, tratou de frear qualquer euforia antecipada para o fim de semana. O piloto acredita que o circuito de Hungaroring favorece as características da SF-26, porém destacou que o resultado dependerá muito mais da execução da equipe italiana do que do potencial do carro e jogou o favoritismo para cima da Mercedes.
Leclerc encerrou jejum de quase dois anos ao vencer o GP da Inglaterra no início deste mês. Na semana passada, na Bélgica, chegou a liderar parte da corrida e, após não ter ritmo para segurar os ataques de Andrea Kimi Antonelli, cruzou a linha de chegada no segundo lugar.
Vivendo boa fase no campeonato, o monegasco afirmou que está ansioso para a etapa húngara, onde teve bom desempenho e conquistou a pole-position na temporada passada — apesar terminar a corrida em quarto. Agora, espera repetir o desempenho da classificação sem enfrentar os mesmos problemas no domingo.
“Estou ansioso para este fim de semana. É um circuito no qual normalmente preciso trabalhar um pouco mais para encontrar o ritmo necessário para ser rápido, mas também é uma pista interessante. No ano passado, tudo correu muito bem para mim aqui, então vou tentar reproduzir esse tipo de performance, deixando de lado a corrida, quando tivemos dificuldades”, afirmou.
Leclerc avaliou que a principal evolução recente da Ferrari não aconteceu apenas por atualizações, mas pela capacidade de explorar melhor o potencial do carro. Segundo o monegasco, o equilíbrio da SF-26 nas curvas pode ser uma vantagem importante no Hungaroring, conhecido pelas sequências de trechos lentos e de média velocidade.
“Esses carros são tão sensíveis que, quando um elemento está minimamente deslocado ou diferente, faz uma enorme diferença na pista. Nosso ponto forte provavelmente é o equilíbrio e a aderência que temos nas curvas, algo importante em um circuito como este”, analisou.

“Executamos muito bem os dois últimos fins de semana e conseguimos otimizar o desempenho do carro. Isso foi o mais importante. Podemos estar um pouco mais próximos dos melhores, mas, no fim das contas, tudo depende da execução. Sempre existe muito barulho em torno da equipe, mas precisamos concentrar toda a energia no que realmente importa. Com esses carros, a preparação é absolutamente crucial”, seguiu.
Leclerc lembrou que um carro teoricamente adequado ao circuito não garante um bom resultado. Como exemplo, citou o GP de Mônaco, quando a Ferrari parecia competitiva, mas acabou ficando abaixo do esperado.
“Se você está minimamente fora da janela ideal, como vimos em Mônaco, perde mais desempenho do que as características do carro poderiam proporcionar em um circuito favorável. Há tantas variáveis diferentes que é preciso manter a mente muito aberta. Entender de onde vem a performance é muito mais complicado”, avaliou.
“É por isso que o trabalho realizado com os engenheiros e todas as pessoas na fábrica é tão importante. Não basta apenas sentir uma melhora ao volante: também é preciso compreender exatamente por que ela acontece”, acrescentou.

Mesmo com o bom momento vivido pela Ferrari, Leclerc recusou o status de favorito neste fim de semana. Na visão do monegasco, a Mercedes continua sendo a principal referência, sobretudo em voltas rápidas.
“Pessoalmente, ainda espero que a Mercedes seja a referência. Eles serão muito difíceis de bater em volta rápida na classificação, mas também é verdade que, no papel, este é um circuito que deve favorecer mais nosso carro”, projetou.
“Claro que existem as características do carro, cada um tem pontos fortes e fracos. Mais uma vez, tudo depende da execução”, finalizou.
A Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00
*Horário de Brasília