Uma das grandes preocupações com relação à chegada de um novo regulamento na classe Hipercarro em 2030 é com relação à aprovação das marcas que entram no Mundial de Endurance (WEC) nos próximos anos. Ford e McLaren, por exemplo, estreiam em 2027 e só terão três temporadas pela frente com o protótipo atualmente em desenvolvimento. Porém, para estas fabricantes, a mudança nas regras é muito bem-vinda.

No fim de semana das 24 Horas de Le Mans, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o Automobile Club de l’Ouest (ACO) e o IMSA anunciaram um acordo pelas primeiras diretrizes do novo regulamento de Hipercarros, que entra em vigor em 2030. A principal novidade é a adoção de uma única plataforma na classe principal, encerrando a dualidade de LMH e LMDh que existe atualmente.

Essa plataforma, inclusive, comportará carros com tração traseira apenas, eliminando a tração integral vista na maioria dos protótipos LMH. Diretor-executivo da McLaren, James Barclay explicou que essa mudança vai oferecer um equilíbrio grande para o futuro e também salientou a necessidade de diminuir os custos na categoria, evitando gastos que “não agregam ao espetáculo”.

“Entramos nesse projeto com o conjunto de regulamentos LMDh e acreditamos fortemente que ele oferece um equilíbrio muito interessante para o futuro. É preciso ter muito cuidado para não criar uma categoria em que tudo seja definido apenas pelo tamanho do orçamento que você possui”, analisou Barclay ao portal Sportscar365.

“Isso é muito importante para nós, e a direção que vemos para o futuro passa por manter os elementos centrais que funcionaram até aqui, mas também garantir que fiquemos atentos para não impulsionar custos que, necessariamente, não agregam ao espetáculo”, completou o dirigente.

Já Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing, apontou para uma maior proximidade entre os protótipos com a convergência de plataformas nos Hipercarros. Assim como a McLaren, a montadora norte-americana vai disputar o WEC com um LMDh nestas próximas três temporadas.

Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing, também aprovou o novo regulamento do WEC (Foto: DPPI)

“É a estrutura ideal para manter essa convergência no futuro. O modelo atual funciona bem com o que temos hoje, mas acredito que funcionará ainda melhor com a convergência sob um conjunto único de regras, aproximando ainda mais os carros do ponto de vista arquitetônico e técnico. Acho que isso ajudará as corridas para todos”, avaliou Rushbrook.

No geral, a recepção no paddock tem sido positiva. Até o momento, apenas a Toyota fez uma avaliação mais negativa e até admitiu que foi pega de surpresa com o anúncio feito durante o fim de semana das 24 Horas de Le Mans. A Ferrari, por sua vez, adotou o silêncio, enquanto BMW, Aston Martin e Peugeot falaram positivamente das novas regras.

O WEC agora retorna entre os dias 10 e 12 de julho com a etapa brasileira do calendário, as 6 Horas de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as etapas da temporada 2026 do Mundial de Endurance AO VIVO e com IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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