Álex Palou admitiu que já sente um misto de tristeza e gratidão com a ida de Scott Dixon à McLaren. O espanhol enalteceu o hexacampeão e enfatizou que não estaria na Ganassi se não fosse por ele. O piloto do #10 também detalhou como é o ambiente da equipe.
Após mais de duas décadas de serviços prestados, Dixon está de saída da Ganassi e já fechou com a McLaren para a temporada 2027. Ao longo dos anos, o neozelandês desempenhou um papel técnico no time de Chip Ganassi, especialmente no desenvolvimento do acerto — um dos fatores que também sustentam o domínio recente de Palou, que admitiu tristeza com a saída do hexacampeão.
“É triste por tudo o que Scott fez pela equipe, por todos na Ganassi. Eu não estava lá desde o início, obviamente, mas sei que não estaria aqui hoje sem ele, e também não teria alcançado esses resultados. Devo muito a Dixon”, declarou o tetracampeão.
“Muito triste, mas ao mesmo tempo, sei que faz parte da vida e faz parte do esporte. Desejo-lhe tudo de bom, sinceramente. Vou tentar continuar aprendendo o máximo que puder ao longo das corridas que ainda temos”, salientou.

Ironicamente, um dos fatores que fez o neozelandês deixar a equipe foi o fato de se sentir desvalorizado dentro da estrutura, especialmente diante do esforço financeiro concentrado em Palou. Isso inclui os mais de US$ 28 milhões (cerca de R$ 145 milhões) envolvidos no imbróglio jurídico após a tentativa do espanhol de deixar a equipe rumo à McLaren — caso que terminou com vitória do time papaia na Alta Corte de Londres, enquanto Álex permaneceu na Ganassi e teve o contrato renovado em meio a um cenário de desgaste interno.
Dixon e Ganassi formaram uma das parcerias mais vitoriosas da história da Indy. O neozelandês conquistou 58 das 59 vitórias na categoria pela equipe, além de seis títulos e um triunfo nas 500 Milhas de Indianápolis, em 2008. Apesar de o veterano ser considerado o rosto do time, Palou garante que sempre houve um ambiente igualitário na escuderia.
“A forma como esta equipe opera é muito aberta. Todos os pilotos têm mesmo peso na tomada de decisões, por exemplo. Desde o primeiro dia, tive o mesmo peso que Scott. Nunca senti que houvesse um líder que guiasse a equipe”, detalhou.
“Nunca houve um momento em que um piloto tivesse mais voz ou mais importância do que qualquer outro, e acho que vai ser assim também no futuro”, completou.
A Indy volta agora no dia 19 de julho, com o GP de Nashville, uma etapa no oval localizado na cidade de Lebanon, no Tennessee.
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